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Drenagem Falha Afeta Baixada Fluminense: Entenda

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Drenagem Falha Afeta Baixada Fluminense Entenda

Causas por Trás da Lentidão na Baixa das Águas Após Enchentes

Muitas pessoas se perguntam o motivo pelo qual a água das enchentes na Baixada Fluminense demora a se dissipar, mesmo sob sol forte e temperaturas elevadas. Paulo Canedo, professor especializado em Recursos Hídricos da Coppe/UFRJ, atribui o problema a um sistema de drenagem ineficaz. De acordo com ele, há um falho funcionamento das comportas e a ausência de manutenção ao longo da última década comprometeu a infraestrutura existente. Canedo relatou que, apesar das chuvas volumosas recentes, a Baixada teria suportado se o sistema de proteção tivesse funcionado corretamente.

A Poluição e o Acúmulo de Resíduos Agravam os Desafios de Drenagem

A situação problemática na Baixada é ampliada por questões adicionais como poluição e lixo nas ruas, que acabam obstruindo os sistemas de escoamento. Canedo aponta que a negligência da população em descartar resíduos corretamente contribui significativamente para a deterioração do sistema. Porém, ele enfatiza que, mesmo com esses fatores, se houvesse manutenção adequada, os impactos das enchentes seriam consideravelmente menores.

Aspectos Geográficos e Esforços de Mitigação das Inundações

A Baixada Fluminense é caracterizada por estar em uma região mais baixa que o nível da Baía de Guanabara, fato que normalmente implicaria em inundações. Contudo, Canedo destaca que a situação geográfica por si só não determina alagamentos frequentes, citando exemplos de outros lugares baixos no mundo que não enfrentam problemas constantes com água. O professor reconhece que embora o relevo da área não seja ideal, os sistemas de controle de inundações, quando operacionais, seriam capazes de evitar o caos recente.

Projeto Iguaçu: Histórico e Perspectivas Futuras

No período de 2005 a 2006, a Coppe participou ativamente no Projeto Iguaçu, uma iniciativa juntamente com o governo fluminense, que visava controlar as inundações frequentes na região. O projeto teve um escopo amplo, abrangendo várias cidades e bairros, com o objetivo de recuperar ambientalmente as áreas afetadas pelos rios Iguaçu, Botas e Sarapuí. Recebeu investimento significativo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sendo elogiado como um dos melhores projetos da época.

Influência da Crise Econômica na Interrupção e Futura Continuidade do Projeto Iguaçu

Canedo menciona que o Projeto Iguaçu prosseguiu com avanços até cerca de 2012, quando a crise econômica nacional e estadual atingiu o Rio de Janeiro, interrompendo o progresso. Nesse contexto, ele enfatiza a importância de considerar a crise econômica como um fator crucial para a cessação dos trabalhos, que, combinada à chuva intensa, lixo acumulado e falta de cuidado com o sistema, culminou na desastrosa situação atual. No entanto, o professor mantém o otimismo quanto à retomada do projeto assim que a situação financeira do país e do estado melhorar.

A Importância da Continuidade em Projetos de Infraestrutura Contra Inundações

Ao discutir a retomada do Projeto Iguaçu, Canedo expressa confiança na continuidade de iniciativas assim pelos governos futuros, mesmo com possíveis ajustes. Ele ressalta a relevância de não abandonar os avanços alcançados e a necessidade de persistir em manter a infraestrutura existente. A perspectiva é de que os esforços na prevenção de inundações devem persistir e evoluir, mesmo diante das adversidades econômicas.

Abordagem Integrada na Gestão Hídrica: Aprendizados do Projeto Iguaçu

Segundo Canedo, no Projeto Iguaçu, todas as intervenções físicas, como barragens e diques, bem como as medidas de manutenção, como dragagens, foram planejadas a partir de uma visão integral da bacia hidrográfica. Assim, foi possível evitar soluções que apenas transferiam o problema de lugar, em vez de solucioná-lo efetivamente. O professor destaca essa abordagem como essencial para uma gestão inteligente dos recursos hídricos e para a prevenção de desastres futuros relacionados a inundações.

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